domingo, 5 de fevereiro de 2012

Partidos vão tentar encontrar consenso para nova Lei de Bases de Ambiente.

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                                                         Foto: Enric Vives-Rubio



Fonte: Público

As propostas da esquerda parlamentar para uma nova Lei de Bases do Ambiente vão baixar à comissão sem votação no plenário para um “debate alargado” sobre a matéria e numa tentativa de se chegar a um consenso.
PS, BE, PCP e PEV levaram ontem ao plenário da Assembleia da República propostas para rever a Lei de Bases do Ambiente, que tem 25 anos e que todos os partidos reconhecem estar desactualizada.

Apesar disso, CDS e PSD não apresentaram projectos de revisão porque o Governo anunciou recentemente a criação de uma comissão e de um conselho consultivo que trabalhará para elaborar uma proposta do Executivo.

A proposta do Governo juntar-se-á, assim, às dos partidos da esquerda e será com base em todos esses documentos que a Comissão Parlamentar de Ambiente trabalhará para tentar chegar a uma solução que seja consensual, tal como aconteceu com a lei ainda em vigor, que foi aprovada por unanimidade, em 1987.

O PS, através do deputado Renato Sampaio, recordou isso mesmo durante o debate de ontem no plenário e defendeu que a nova lei deve também resultar de um consenso o mais alargado possível de forma a “durar” outros 25 anos. Renato Sampaio reconheceu que a tarefa “não é fácil”, até porque é uma área que lida com “grandes interesses económicos”, acrescentando que a nova legislação terá necessariamente de ser “inovadora, equilibrada e realista”.

A deputada dos Verdes, Heloísa Apolónia, considerou ser “fundamental” rever esta legislação, que deixou de responder a questões e realidades que foram surgindo nos últimos 25 anos, e quando em Portugal “deixou de haver definitivamente Ministério do Ambiente, diluído na amálgama do MAMAOT [Ministério do Ambiente, Mar, Agricultura e Ordenamento do Território]”.

Partidos pedem debate alargado na especialidade

Heloísa Apolónia disse que a proposta do PEV “não esgota” todas as possibilidades e contributos e por isso considerou também “extraordinariamente importante um debate na especialidade alargado” para uma nova lei “sólida e robusta”.

Também Catarina Martins, do BE, manifestou a “abertura e o empenho” dos deputados do Bloco para “um debate na especialidade que seja abrangente”, sublinhando a necessidade de iniciar o processo de imediato: “O Ambiente está suspenso há nove meses e não podemos esperar outros 25 anos”, afirmou, numa referência a iniciativas na legislatura anterior que acabaram por não ter consequências.

Pelo PCP, o deputado Paulo Sá destacou que a lei em vigor atribuía ao Estado “um papel determinante” na protecção e na gestão ambiental mas devido à “omissão dos sucessivos Governos”, o Estado “não tem cumprido cabalmente o seu papel”. O deputado reforçou, por isso, a necessidade de contrariar a “estratégia de mercantilização dos recursos naturais e de destruição da riqueza” desses recursos.

O PSD, através do deputado Carlos Abreu Amorim, disse que os sociais-democratas “não estão satisfeitos” com os projectos apresentados ontem e defendeu que a revisão da Lei de Bases do Ambiente não se pode resumir a “um mero ajustamento legislativo” às directivas europeias e garantiu que o PSD “tudo fará” para ser levada a cabo uma verdadeira revisão, apelando ao PS “para se juntar à maioria nesta reforma importante”.

O apelo aos socialistas valeu a Carlos Amorim uma crítica de Heloísa Apolónia, que considerou que o PSD quer “encerrar” o debate entre três partidos (PS, PSD e CDS).

CDS e PSD defenderam que a nova lei deverá ser mais “sucinta” e “clara” do que os projectos apresentados ontem, para ser entendida e acessível a todos os cidadãos.

Porém, sublinhou a deputada do CDS-PP Margarida Neto, todos os projectos apresentados pela esquerda “serão certamente contributos” para o processo que será realizado pela comissão parlamentar.










domingo, 10 de abril de 2011

Estudo revela que a biodiversidade melhora a qualidade dos rios.

08.04.2011
PÚBLICO
Quanto mais espécies tiver um habitat, mais depressa os poluentes serão removidos da água, conclui um estudo publicado na revista “Nature” sobre o papel da biodiversidade na melhoria da qualidade dos rios.
Brad Cardinale, da Universidade de Michigan, recriou 150 rios em laboratório para estudar como é que o número de espécies de algas num habitat afecta a velocidade a que os poluentes são removidos da água. Concluiu, então, que em habitats com oito espécies, os nitratos são removidos até 4,5 vezes mais depressa do que em habitats com apenas uma espécie, segundo um comunicado publicado no site da “Nature”.

“Os estudos na natureza mostraram que ecossistemas mais diversos têm concentrações de poluentes mais baixas. Este estudo mostra que a biodiversidade pode controlar um serviço vital para a humanidade, isto é, a purificação da água”, comentou Cardinale.

A explicação que o investigador encontrou relaciona-se com os nichos. Cada espécie de alga está especialmente adaptada a um habitat particular num rio e concentra-se nesse local, ou seja, num nicho ecológico. "À medida que fomos acrescentando algas aos nossos pequenos modelos, mais habitats foram sendo ocupados e o rio passou a ter maior capacidade para absorver os poluentes", explicou.

“O que torna este um estudo único é que analisa pormenorizadamente o impacto da biodiversidade num sistema pouco estudado”, comentou David Tilman, ecólogo na Universidade do Minnesota.

“Não penso que esta investigação sugira que precisamos conservar cada espécie num ecossistema. Mas levanta a questão: de quantas espécies precisamos para termos água com qualidade?”, questionou Cardinale.

Ainda assim, vários especialistas têm dúvidas sobre este trabalho. “Gerar toda uma paisagem num microcosmos é um feito técnico notável. Mas será que este mecanismo é relevante num contexto natural?”, pergunta Jason Fridley, da Universidade Syracuse, em Nova Iorque.

Cardinale explica, então, que já “existem estudos que mostram que ecossistemas mais diversos têm menores concentrações de poluentes. Mas não explicam por quê. Para o fazer precisamos de criar um sistema simplificado em laboratório e controlar tudo, excepto a diversidade”.

“Sabemos que a diversidade de espécie interessa. Mas o que ainda não sabemos é quantas e quais as espécies a conservar”, comentou Cardinale.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Noticias sobre Alterações Climaticas cairam a pique!

http://www.ecosfera.publico.pt        Foto: Reuters

Há pouco mais de um ano, para qualquer órgão de comunicação social, ignorar notícias sobre as alterações climáticas era um grave pecado editorial. Mas agora a cobertura mediática do tema está no seu ponto mais baixo dos últimos cinco anos.
No saldo global, 2010 foi o ano em que o tema “saiu do mapa”, segundo o site The Daily Climate, ligado a uma organização jornalística norte-americana sem fins lucrativos, a Environmental Heath Sciences.

A partir do seu próprio arquivo de notícias internacionais, The Daily Climate conclui que houve uma queda de 30 por cento no número de artigos em língua inglesa sobre o aquecimento global em 2010, em comparação com o ano anterior. O assunto permaneceu em evidência em alguns órgãos de comunicação social – como as agências Reuters e Associated Press ou os jornais New York Times e Guardian. Mas caiu a pique em outros.

Nos noticiários noturnos das três maiores cadeias norte-americanas de televisão – NBC, CBS e ABC – a conferência climática de Cancún, há um mês, mereceu apenas dez segundos de emissão. Em contraste, a cimeira de Copenhaga, há um ano, teve direito a 98 minutos, segundo uma análise do investigador Robert Brullem da Universidade Drexel, na Filadélfia, citada por The Daily Climate.

Uma avaliação mais abrangente da Universidade de Colorado-Boulder, envolvendo jornais de vários países, mostra que a cobertura mediática do tema caiu a um nível que não se observava desde 2005/2006, antes de se iniciar uma tendência acentuada de subida que culminou com a cimeira de Copenhaga.

“Em parte, seria de esperar uma redução. Apesar de tudo, é surpreendente, porque a queda é muito acentuada”, afirma a investigadora Anabela Carvalho, do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho e autora de vários trabalhos sobre jornalismo e alterações climáticas.

Segundo Anabela Carvalho, uma conjugação de factores explica a tendência de 2010. O primeiro é a desilusão causada pela cimeira de Copenhaga, que deveria ter produzido um novo tratado climático global, mas resultou num acordo sem poder vinculativo, fora do âmbito das Nações Unidas.

Também faltaram “interlocutores” que chamassem a atenção pública e mediática para o tema das alterações climáticas – como o foram, nos últimos anos, o ex-vice-presidente norte-americano Al Gore, o economista Nicholas Stern ou o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas. “Se não há vozes, o assunto desaparece”, diz a investigadora.

Por fim, a crise económica e financeira tornou secundários os temas ambientais. “Sempre que há situações de crise, a atenção para o ambiente decresce”, explica Anabela Carvalho.

Com a crise longe do fim e sem soluções políticas à vista na diplomacia climática, o assunto, diz a investigadora, deverá permanecer por mais tempo em baixo na agenda dos media.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Polónia

Pois é pessoal, ja me encontro na polonia onde reina o frio e a boa disposiçao!
Esta ca gande povo de erasmus e daki a pc somos uma familia podem querer.
A terra onde me encontro chama-se bialystok e fica no nordeste da polonia, uma boa terra para ja!
uma cidade nao muito grande mas ate agradavel, ate agora nao há que ter queixa dos polacos, têm sido porreiros!
A noite aqui passa-se bem, tem dado pa gente se divertir pois a lingua nao é algo que possa ajudar por isso o ingles é o k ajuda para nos safar-mo em qq coisa!
toda a gente esta a sentir-se bem e nao a motivos para estarmos mal, as residencias sao acolhedoras apesar de ainda n termos alguns electodomesticos importantes como um frigorifico, pois é, mas nada de mal pois tudo se resolve!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Um Pulmão novo para o Nosso Planeta.Alterações climáticas!

Relativamente a este assunto, é algo que sempre necessitou de um peso enorme de responsabilidade por parte dos Governos e principalmente pela Sociedade Civil!


Porém, agora que se tornou mais "quente" em termos climáticos gerando graves problemas de saude nas pessoas a grande escala mundial, é necessario arranjar os meios, principalmente dinheiro!pelos vistos.

Eu acredito que o dinheiro investido nos sitios certos e tendo o melhor destino é muito importante, mas a mentalidade das pessoas neste assunto delicado é fundamental, começando pelos organismos que gorvernam o mundo rotulando-se como grandes potencias ou G qualquer coisa!

Acredito que uma ida ao médico seja para a mentalidade das pessoas uma grande motivação para ficarem curadas, que conviverem directamente com os orgãos de saude seja o mais importante, por isso digo que enquanto nao termos em conta que a natureza tem vida e que nós somos os responsáveis pela alteraçao da sua "saúde" não reflectimos que dando um mau uso ao Ambiente temos consequencias de retorno que nos prejudicam de certeza, quem não acredita que veja as noticias por esse mundo fora.

Reflitam, observem , comentem e informem-se.

Sintam-se sensibilizados.

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Site vai tornar mais transparente distribuição de ajudas financeiras climáticas!

03.09.2010

Um site na Internet detalhando as contribuições financeiras para ajudar os países mais vulneráveis a enfrentar as alterações climáticas foi criado para ajudar a dar mais transparência aos fundos prometidos na conferência de Copenhaga, no ano passado, foi hoje revelado em Genebra.



O site “Fast Start Finance”, iniciativa dos Países Baixos, foi anunciado na reunião informal de dois dias dedicada ao financiamento da luta contra as alterações climáticas, organizada pelo México e Suíça, a três meses da grande cimeira da ONU, em Cancun.

O seu objectivo é acompanhar o que acontece aos 30 mil milhões de dólares (23,4 mil milhões de euros) de ajudas prometidas entre 2010 e 2012 pelos países industrializados aos mais vulneráveis, durante a última grande conferência climática da ONU, na Dinamarca em Dezembro de 2009.

O site “traz uma transparência à origem, montantes e utilização dos fundos que chegam aos países em desenvolvimento”, explicou a ministra do Ambiente dos Países Baixos, Tineke Huizinga.

domingo, 29 de agosto de 2010

Um FC Porto mais verde!


O F. C. Porto será o primeiro clube português a utilizar equipamentos feitos à base de garrafas de plástico recicláveis.
As novas camisolas dos dragões serão apresentadas no domingo.
Os novos equipamentos do F. C. Porto serão mostrados ao público na festa de apresentação do plantel, marcada para domingo, e são bem diferentes dos da época passada. Na parte interior do símbolo portista, passa a estar a frase “Coração com Razão”, como argumento distintivo dos adeptos do clube, e mantém-se a inscrição “A vencer desde 1893” no interior da gola.

O clube do Dragão será o primeiro em Portugal a utilizar equipamentos feitos à base de garrafas de plástico recicláveis, sendo que oito dessas garrafas serviram para produzir uma camisola.